Homenagem a Iracema Gãh Té Nascimento acontece no Memorial do Rio Grande do Sul

Nesta última sexta-feira 29/11 aconteceu no Memorial do Rio Grande do Sul uma homenagem para a kujà (liderança política-espiritual), Iracema Gãh Té Nascimento.

Tal homenagem foi organizada pelo Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT/UFRGS) e contou com a participação de várias pessoas, pesquisadores indígenas e não indígenas, estudantes, professores, funcionários da saúde e amigos de Iracema. Foi realizado e difundido no dia um vídeo em homenagem à kujà.

Iracema, além de ser correalizadora do projeto Resistência Kaingang, cuida cotidianamente das pessoas que a rodeiam. Grande conhecedora de chás e remédios do mato, ela cura, e ajuda com uma grande generosidade a quem precisar. Além disso, atua como professora em diversos âmbitos da sociedade, na universidade, nas aldeias, nos territórios quilombolas….

Mais uma vez, agradecemos Iracema sabendo que seguiremos caminhando juntos…

 

Apresentação do Projeto Resistência Kaingang acontece na Faculdade de Psicologia da UFRGS

Nesta terça-feira 19 de novembro, a equipe da Resistência Kaingang do Coletivo Catarse apresentou os três últimos teasers realizados.Contamos com a presença da kujà e codiretora do projeto, Iracema Gãh Té Nascimento que trousse o profundo relato da luta pela terra liderada por seu pai em Mangueirinha e Nonoai.

Foram abordadas temáticas ligadas aos avanços do agronegócio na região norte do Rio Grande do Sul, às dinâmicas de perseguição, criminalização das lideranças Kaingang na região além da destruição proposital do seu território e do apagamento da sua história como estratégia política por parte dos fazendeiros na região.

Porém, a resistência está presente nos passos e nos gritos da juventude Kaingang que com determinação e com a força dos seus antepassados fazem frente a essas políticas genocidas. Seja dançando homenageando a suas ancestrais, seja iniciando as futuras lideranças políticas-espirituais, o espírito e a voz da floresta ecoa num entranhável grito de esperança.

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Assista os teasers e apoia o nosso projeto: 

 

Jornada Kaingang acontece no Instituto de Psicologia da UFRGS

Durante todo o mês de novembro, a Biblioteca Viva da faculdade de Psicologia da UFRGS, o  Programa de Educação Tutorial (PET) da faculdade de psicologia da UFRGS, o Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais e o Coletivo Catarse apresentarão diferentes atividades relacionadas com a luta dos povos originários e principalmente dos Kaingang!

Dentro da programação, o projeto Resistência Kaingang inaugurá uma exposição de mais de 80 fotografias que aborda a temática das retomadas Kaingang no norte do Rio Grande do Sul, no Alto Uruguai assim como a luta por continuar exercendo práticas políticas-espirituais intimamente ligadas ao domínio da floresta.

Também, no dia 19 de novembro, a partir das 18h30 apresentaremos o projeto da Resistência Kaingang através de uma roda de conversa com a kujà (liderança político-espiritual) Kaingang, Iracema Gatén Nascimento e os integrantes do Coletivo Catarse que formam parte do projeto Resistência Kaingang.

Confira a programação:

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Arte realizada com a fotografia de Billy Valdez

A liderança Kaingang Deoclides de Paula realiza palestra em Porto Alegre

O Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT/PPGAS-UFRGS) e Museu Antropológico do Rio Grande do Sul apresentam o I Ciclo de Encontros do Observatório Social das Populações Indígenas da Região Sul.

O debate foi realizado por Deoclides de Paula, liderança Kaingang da comunidade Votouro – Kandóia, membro do CEPI (Conselho Estadual dos Povos Indígenas) e do CONDISI (Conselho Distrital de Saúde Indígena). Deoclides também foi membro tutelar do CNPI (Conselho Nacional de Políticas Indigenistas) de 2007 a 2013.

Segue o registro do evento:

 

Captação de imagens: Milena Weber

Edição: Bruno Pedrotti

Videos e Teasers do Projeto: Resistência Kaingang! Apoie-nos a realizar o documentário!

Promo – 2018 – 6min Sinopse: Promo de um projeto que nasce da iniciativa de alguns Kaingang que vieram a necessidade de retraçar sua luta pela terra, antigas e atuais. Serão elaboradas duas obras audiovisuais: a primeira, uma biografia da liderança política-espiritual Alcindo Peni Nascimento que participou nas retomadas das T.I. Nonoai (RS) e Mangueirinha (PR); a segunda abordando as retomadas atuais no Alto Uruguai (RS), as dificuldades e perseguições que os Kaingang enfrentam assim como suas propostas de vida baseadas numa relação harmoniosa com a natureza.

APOIE! ACESSE A VAKINHA: http://vaka.me/hasrgw

Ficha técnica: Filmagem – Gustavo Türck Edição – Billy Valdez Roteiro – Clémentine Maréchal e Billy Valdez

Teaser – 2018 – 4’15” Apoie o projeto! http://vaka.me/hasrgw

Ficha técnica: Filmagem e Edição – Billy Valdez Direção – Clementine Maréchal

Sinopse: Em setembro de 2018, o território Kaingang Ore Xá (Barro Preto), da comunidade de Kandóia, em Faxinalzinho-RS, já se encontrava em plena devastação pelo agronegócio. Mas ainda era possível encontrar resquícios de mata no local – e barro… Junho de 2019, mesmo local. Os ruralistas avançaram na destruição do território Kaingang sem que nenhum tipo de fiscalização fosse realizado, derrubando a pouca mata que ainda restava. Porém, o Ore Xá ainda resiste. Na terra estuprada pelo rodado do trator, a juventude Kaingang homenageia seus ancestrais com cantos e danças. Ainda que, só por hoje, o Barro Preto retorne aos Kaingang.

Ficha técnica: Imagens – Clémentine Maréchal e Marina Stringhini

Edição – Gustavo Türck Filmagem realizada em saída de campo de alunos da graduação em ciências sociais da UFRGS sob coordenação do Professor Pablo Quintero. Junho de 2019.

Novo Teaser da Resistência Kaingang [O fim do Ore xá – o fim do barro preto]

Em junho de 2019, retornamos à comunidade de Kandóia, no município de Faxinalzinho (RS), durante uma saída de campo com alunos de ciências sociais da UFRGS. Durante essa visita, voltamos ao Ore Xá (barro preto), que tínhamos conhecido em setembro de 2018. O território está devastado, e os Kaingang protestam enfrentando os tratores e os ruralistas homenageando a Maria Keso Kandóia, a mulher que é símbolo da resistência Kaingang no local, que dá nome à comunidade proveninente de uma conquista em retomada no início dos anos 2000.

Sinopse:
Em setembro de 2018, o território Kaingang Ore Xá (Barro Preto), da comunidade de Kandóia, em Faxinalzinho-RS, já se encontrava em plena devastação pelo agronegócio. Mas ainda era possível encontrar resquícios de mata no local – e barro… Junho de 2019, mesmo local. Os ruralistas avançaram na destruição do território Kaingang sem que nenhum tipo de fiscalização fosse realizado, derrubando a pouca mata que ainda restava. Porém, o Ore Xá ainda resiste. Na terra estuprada pelo rodado do trator, a juventude Kaingang homenageia seus ancestrais com cantos e danças. Ainda que, só por hoje, o Barro Preto retorne aos Kaingang.

Ficha técnica:
Imagens – Clémentine Maréchal e Marina Stringhini
Edição – Gustavo Türck

Filmagem realizada em saída de campo de alunos da graduação em ciências sociais da UFRGS sob coordenação do Professor Pablo Quintero. Junho de 2019.

Este é mais um teaser do Projeto Resistência Kaingang. Apoie esta luta! Acesse e contribua com a Vakinha! Clique aqui.

19 de julho no Memorial do Rio Grande do Sul, debate com Luis Salvador, cacique Saci da Terra Indígena Kanhgág ag Goj (Rio dos Índios)

O Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT/PPGAS-UFRGS) e Museu Antropológico do Rio Grande do Sul convidam para o 2º encontro do I Ciclo de Encontros do Observatório Social das Populações Indígenas da Região Sul.

Luís Salvador, mais conhecido como “Saci”, é cacique da Terra Indígena Kanhgág ag Goj (Rio dos Índios, Vicente Dutra – RS), e coordenador do Movimento Indígena do estado do Rio Grande do Sul, na luta pela demarcação das Terras Indígenas.
Hoje, Luis Salvador encontra-se preocupado com a política do governo brasileiro, que avança contra os povos originários, a fim de continuar favorecendo um modelo econômico que, segundo o cacique, “não serve para nenhuma sociedade”.

17hs no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul: Rua 7 de Setembro, 1020 – Centro Histórico, Porto Alegre

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